Right Now, Wrong Then (2015) - Hong Sang Soo
- 30 de ago. de 2024
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A primeira obra de Hong Sang Soo que tive contato e logo nessa primeira experiência, tive uma das melhores sensações que senti ao ver o filme. Através dessa obra, pude ver que para se construir uma bela história, não se necessita de grande eventos ou acontecimento que vêm de roteiros complexos e enigmáticos. Tudo isso pode vir de uma simples conversa entre pessoas que parece tão similar as nossas jantas do que qualquer coisa.
Right Now, Wrong Then apresenta uma história separada em duas parte, na primeira parte vemos o nosso protagonista, um diretor de cinema conhecido indo para uma cidade um dia antes da apresentação de alguns dos seus filmes, para se distrair nesse dia de folga, ele caminha pela cidade, nesse passeio ele encontra uma mulher e aí vemos a interação de ambos se desenvolver durante aquele dia. Porém, apesar desse pequeno romance crescendo, descobrimos que o diretor é um homem casado. Na segunda história, temos a repetição do mesmo dia, mas será que o final dessa história será o mesmo do que o da primeira?
No começo do filme já vemos o tipo de caráter é do nosso diretor ao ouvirmos os sues pensamentos. Mostrando um mulherengo, que observa as mulheres sempre com desejo. Ali, sentimos um repúdio por ele, já que parece que a única visão que ele tem das mulheres é assim, de desejo. O nosso diretor começa a conversa com uma artista, que realiza pinturas, ela parece ali no local apenas para descansar, porém, o nosso diretor começa a conversar com ela com a pretensão de atraí-la romanticamente. No começo vemos uma moça desconfiada e com receio, porém, aos poucos ela começa a se abrir e falar mais sobre si para o diretor e até mesmo interessada nele.

As conversas caminham até que o desejo de ambos já está totalmente estabelecido, os dois estão apaixonados um por outro, o diretor com a sua malícia, e a moça com apenas uma paixão tão genuína. Porém, tudo desaba com a pequena festa de uma amiga da moça, onde através do diálogo, as amigas desmascaram o homem, onde ele se vê obrigado a dizer que é casado. Nesse momento, a nossa moça fica totalmente desanimada com a situação, e temos um zoom magnífico sendo utilizado, onde no momento em que ele diz ser casado e a conversa se seguir, Hong dá um zoom na moça mostrando a reação dela ao ouvir essa resposta. Desanimada com tudo aquilo, a mocinha acaba desistindo de todo aquele amor, assim, ela volta para a casa bêbada não querendo mais nenhum tipo de interação com o diretor.
Na segunda história, voltamos para o mesmo dia e experimentamos todos os acontecimentos novamente, porém, todos de maneira diferente, onde o momento chave é quando na conversa no bar, o diretor acaba admitindo para a moça que é um homem casado, porém, havia se apaixonado por ela de forma genuína. Aí temos o triunfo desse filme, começamos a perceber uma narrativa diferente de Hong também, onde não ouvimos mais aos pensamentos do diretor, assim, não sabemos o quão aproveitador ou verdadeiro ele está sendo. Ao que nos é apresentado, ele parece demonstrar os seus verdadeiros sentimentos ali.
À partir dessa declaração, a reação da moça é diferente, no começo ela até fica com receio, mesmo já estando apaixonada por ele, porém, ela acaba aceitando essa situação, e mesmo o diretor sendo um homem casado, ela termina a noite o beijando e demonstrando o seu amor e afeto com ele. Sendo que ela até aparece no dia seguinte para assistir ao filme do diretor, sendo que na primeira história quem vai é a amiga da moça, que era fã do diretor.
Nessa obra, temos maravilhoso de um melodrama que nos faz questionar sobre o nossa ética, já que na segunda história realmente esperamos que o casal fique junto, mesmo sabendo que é uma traição por parte do diretor, até mesmo da moça, que mesmo sabendo do casamento do diretor decide se entregar a ele.



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